Cientista de Dados

Você provavelmente já ouviu falar de Big Data. Em notícias, fóruns de tecnologia, debates, palestras, artigos científicos; do meio acadêmico ao empresarial, esse assunto tem aparecido em todo lugar. No entanto, muitos de nós não sabemos exatamente o que ele é e para que serve. De tão falado e estudado nos últimos tempos e devido à demanda das empresas por Big Data, surgiram os novos profissionais oriundos desse meio: os cientistas de dados.

Assista a esse material educativo abaixo, a respeito do que é a Ciência de Dados.

  • Segundo o ex Vice-Presidente de Big Data da IBM e atual Vice-Presidente da Adobe, Anjul Bhambhri, “um Cientista de Dados representa uma evolução do papel de Analista de Negócios ou Analista de Dados. Estes profissionais possuem uma base sólida normalmente em ciência da computação, aplicações, modelagem, estatísticas, análises e matemática. O que define o Cientista de Dados é a forte visão de negócios, juntamente com a capacidade de comunicar os resultados, tanto para os líderes de negócios quanto para seus pares, de uma forma que influencie como uma organização posiciona-se diante dos desafios do mercado”.

Mas quem são eles? Para quê eles servem e o que eles tem a ver com Big Data?

Os cientistas de dados são profissionais que têm como principal “matéria-prima” o Big Data. Essa é a grande fonte de pesquisa deles e é de onde eles retiram insumos para desenvolver seus principais projetos. Acontece que o Big Data é o termo designado ao grande volume de dados que nós temos em todos os lugares.

Ele é a grande fonte de informação, um “cofre” em que os cientistas de dados trabalham em cima.  Com o crescimento da área, cresceu a profissão. Os equipamentos tecnológicos desenvolvidos na última década possibilitaram uma melhor coleta, organização e análise de dados, comparando com 10 anos atrás.

Porém, foi na última década que essa grande massa de informação passou a ter real importância monetária para as empresas. A verdade é que o Big Data não era tão valorizado como é hoje.

Na época, foi como descobrir numa caverna inexplorada paredes e tetos de ouro. Mas essa preciosidade só se transformou em lucro quando surgiu alguém que soubesse como extrair e administrá-la. Da mesma forma, o Big Data só é tão útil quando bem aproveitado, necessitando de alguém para utilizar esses dados para desenvolver algo que ninguém fez antes, em vários setores. É exatamente aí que entram os cientistas de dados.

Assim, muitos surgiram como estatísticos ou analistas de dados, mas, na verdade, eles também são criadores de estratégias. São eles que transformam alta tecnologia em lucros para as empresas.

Por quê?

O Fórum Econômico Mundial listou essa como uma das profissões mais relevantes para o mercado até 2020. De fato, toda empresa ou entidade que gera dados pode se beneficiar de um cientista de dados. Segundo Renato Souza, professor da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV EMAp), ele gera análises reais baseadas em dados reais, estatística e ciência; não em intuição.

Ainda, o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de informação no mundo, de acordo com o professor.

Atribuições

Atribuições dos Cientistas de Dados

Acima, as atribuições dos cientistas de dados, resumidamente.

Como dito anteriormente, são os cientistas de dados que transformam a alta tecnologia em lucro. Dentro de uma empresa ou órgão público, o cientista de dados acaba se relacionando com diversas áreas da entidade para realizar suas funções. As atribuições dos cientistas de dados consistem em:

  • Organizar os dados, procurando padrões e ordenando conforme seus objetivos;
  • Estruturar os dados de acordo com as necessidades da empresa;
  • Resolver problemas de negócios, com base em dados;
  • Relacionar e contribuir com os técnicos de T.I. e com a gerência;
  • Filtrar conteúdos a partir dos dados;
  • Gerar insights para desenvolver os negócios;
  • Visualização de dados – transformando em gráficos, imagens;
  • Converter dados em diferentes formatos, para serem aproveitados;
  • Previsões de situações, baseado no Big Data.

Ou seja, ser esse profissional requer vasto conhecimento de análise de dados, mas, além disso, o cientista de dados necessita de diversas outras habilidades.

Perfil do Profissional

Na verdade, os cientistas de dados costumam possuir muitas habilidades conjuntas em matemática, estatística e ciência da computação, geralmente sendo formado nessa área. No entanto, uma de suas principais características é ser um astuto observador de tendências, pois eles são as mentes pensantes que desenvolvem soluções baseadas nos dados analisados. Eles necessitam de habilidades para resolver problemas complexos e de curiosidade para descobrir novos problemas que precisam de novas resoluções.

Segundo uma pesquisa do site Analytics Week realizada entre cientistas de dados, as habilidades necessárias para esse profissional foram 25, de acordo com a tabela abaixo.

Habilidades do Cientista de Dados

As habilidades dos cientistas de dados, conforme as áreas de especialização. Fonte da imagem: http://www.cienciaedados.com/

Contudo, é muito difícil encontrar no mercado um cientista de dados que contempla todas as habilidades acima listadas. Mas a tabela pode ser um bom ponto de partida.

Ainda, são algumas das características que compõe o perfil do profissional de ciência de dados:

  • criatividade, para pensar em soluções únicas;
  • capacidade analítica para identificar informações valiosas;
  • conhecimento de várias linguagens de programação, como Python e SQL;
  • vasto conhecimento de estatística e criação de modelos;
  • estar sempre atualizado sobre Machine Learning (Aprendizado de Máquina), Deep Learning (Aprendizado Profundo) e PLN (Processamento de Linguagem Natural). Para saber mais, leia nosso artigo: “Por que o Aprendizado de Máquina se tornou indispensável?”;
  • compreensão de diferentes plataformas de Big Data.

Mercado de Trabalho

É fato: os cientistas de dados são completos para trabalhar nessa área. Devido à sua formação em diversas áreas enredadas, a demanda por esse profissional é enorme e é a segunda profissão que mais cresceu. Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn sobre o mercado de trabalho nos EUA relatou que, de 2012 a 2017, o número de vagas para cientistas de dados foi multiplicado por 6,5.

Ainda, uma consultoria norte-americana apontou que de 12 mil vagas abertas para cientistas de dados nos EUA, somente 50% foram preenchidas. Ou seja, isso gera muita demanda e valorização salarial.

Dessa forma, esse profissional tem uma grande flexibilidade de locais para exercer seu trabalho. Os cientistas de dados podem acabar sendo contratados por empresas ou órgãos públicos relacionados a agricultura, finanças, indústria, educação, geologia e saúde, por exemplo. Viavelmente, ele se encaixa nos mais diversos campos.

Acontece que esse cargo tem extrema importância para melhorar um produto para os clientes, por exemplo. A partir do conhecimento dos produtos mais vendidos dos problemas dos clientes que eles resolveram, consegue-se desenvolver uma previsão do que o público compra mais. Desse modo, através dos dados, o cientista consegue propor ideias inovadoras para as mais diversas áreas.

Média Salarial

Sintetizamos alguns dados da Love Mondays, baseados em 64 salários, postados por cientistas de dados, que oscilam entre R$1.200 e R$32.000. A partir dessas informações, nós da Got It concluímos:

Com base nisso, também concluímos a média salarial de um cientista de dados: R$7,495.18

Por onde começar?

Java vs Python

Comparação entre Java e Python, duas das mais utilizadas linguagens de programação

Pois é, é uma grande tentação. Estar no meio dos cientistas de dados acrescenta muito ao profissional e é uma grande capacitação. Se você ficou interessado e quer saber mais sobre essa profissão em [intensa] ascensão, aqui vão algumas dicas. Já que não existe uma formação fixa para cientistas de dados, muitas pessoas têm dúvida de por onde começar. Por isso, separamos uma série de informações para você que deseja ou tem algum interesse de entrar nesse meio.

  1. Vindo da área da estatística ou até do Marketing ou das Ciências Sociais, você precisará ter muita afinidade com Ciências da Computação e programação.
  2. Primeiro, você deve possuir um mínimo de características compatíveis com o perfil do profissional. Ou seja, criatividade e capacidade analítica não podem faltar – o que não significa que você não pode treinar essas habilidades para desenvolvê-las.
  3. Possuir conhecimento das linguagens de programação e da plataformas de Banco de Dados. É muito importante ter ciência do funcionamento das infraestruturas que armazenam o Big Data, como Hadoop e Spark. E lembre-se: você não precisa conhecer tudo sobre tudo, você pode se especializar em algumas linguagens, por exemplo, e ser um profissional diferenciado nisso.
  4. Você precisará de um computador preparado. Será necessário espaço para instalar todas as suas ferramentas. Um computador com muita capacidade é o ideal. Segundo a Data Science Academy, 8 GB de memória RAM e um processador Intel i5/i7/i9 ou equivalente são as melhores opções.
  5. Conhecer Inteligência Artificial e suas principais tendências. Será importante o conhecimento de técnicas de Machine Learning e como funcionam os algoritmos.
  6. Ter conhecimento de negócios. Os cientistas de dados completos possuem um conhecimento amplo, que se estende à como aplicar os resultados explorados na análise dos dados. A criatividade também entra aí, pois é o que vai impulsionar as melhores soluções para lidar com os negócios, seja desenvolvendo um novo produto ou organizando e filtrando dados.

Por isso, vá atrás. Você percebeu que os cientistas de dados costumam ser pessoas altamente capacitadas e que a sua formação pode se desenvolver de passo por passo. De programação ao relacionamento com o cliente, esses profissionais acabam se tornando pessoas flexíveis e com um amplo leque de conhecimentos. Não é a toa que a Ciência de Dados se tornou a segunda profissão que mais cresce no mundo inteiro.

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