Você com certeza já ouviu falar da Internet das Coisas (IoT) e Smart Homes, por exemplo. Uma rede de aparelhos conectados ou uma casa inteligente. Mas a Internet das Coisas é muito mais do que a cafeteira conectada ao celular. Na verdade, essa tecnologia vai revolucionar o jeito como nós dirigimos e até a maneira como se produz, compra e vende energia atualmente.

A Internet das coisas vai muito além da sua aplicação no cotidiano das pessoas – que é vasta por si só. A seguir, veja como ela pode ser aplicada no dia a dia de cada um:

Mas além disso, para que serve Internet das Coisas? E, antes de tudo, o que ela realmente é?

Internet das Coisas: o que é?

Ela pode ser vista de algumas maneiras.

Acontece que o grande intuito dessa tecnologia é criar uma linguagem entre todos os objetos. A Internet das Coisas é a rede de objetos físicos que são conectados à internet.

Desse modo, assim como cada povo tem sua língua, os objetos teriam a sua. A plataforma da Internet das Coisas seria a fonte dessa profunda comunicação comum entre aparelhos e aplicativos para conversarem entre si.

Por isso, para que ocorra essa comunicação, existem sensores implantados nas coisas ao nosso redor, que transmitem dados de valor que são compartilhados nessa plataforma. O grande ponto é que, ao contrário do que ocorre no mundo das coisas físicas, no digital nós podemos fazer com que tudo converse.

Mas como fazer objetos se comunicarem?

Através de dados! Essa é a linguagem deles, é a linguagem que um PC consegue entender. Logo, com a Internet das Coisas você consegue muito mais do que objetos sincronizados e uma geladeira que avisa quais comidas faltam. Você mesmo consegue conversar com os seus objetos, através de dados.

A Análise de Dados através dos objetosCientista de Dados

O grande valor dessa tecnologia está na análise de dados.

Desse modo, com vários aparelhos interligados pela plataforma de Internet das Coisas, conseguimos conectar diversos dados. Os sensores presentes nos objetos nos ajudam a entender como esses objetos funcionam e como fazer funcionarem melhor, por exemplo.

Assim, o Big Data aumenta, ao passo que nossas informações tornam-se mais valiosas. Cada aparelho acaba se comunicando com a plataforma, que integra os dados gerados por vários aparelhos.

  • Neste ponto, a Inteligência Artificial pode ser aplicada, por exemplo. A fim de detectar padrões nesses dados, podemos aprender a ajustar, melhorar e flexibilizar o comportamento do serviço de Internet das Coisas.
  • Podemos desenvolver robôs que identifiquem aonde esses dados se repetem, de acordo com o que é captado nos sensores dos objetos. Para isso, o serviço de um Cientista de Dados seria muito bem-vindo. Saiba mais sobre quem são esses profissionais em “Big Data: Quem são os Cientistas de Dados?”.

Através da análise, as informações são compiladas e organizadas de forma que tornam-se úteis para determinados objetivos. Mas enfim, por que esses dados serão úteis? Quais são suas aplicações?

Para que serve a Internet das Coisas?

A partir dos dados gerados pelos sensores, a plataforma tem vários dados desorganizados e o Big Data é aumentado. No entanto, após analisar e compilar essas informações, os dados mais valiosos são compartilhados com  aplicações que lidam com necessidades específicas da indústria.

Mas no que isso resulta?

Internet das Coisas

Acontece que os sensores “embutidos” nos objetos podem ser de diversos tipos e ter diversas utilidades. Por exemplo, o bluetooth beacon, por somente 4 dólares, consegue marcar e identificar coisas, como em que momento alguém passou pelo sensor. Já existe, também, um dispositivo que identifica se existem gases perigosos ao redor, custando 6 dólares. A Siri, da Apple, e a Alexa, da Amazon, são tecnologias provindas de Internet das Coisas, também.

Deste modo, aplicando sensores em uma fábrica, você poderia sensorear desperdícios, por exemplo. A partir dos dados que seriam gerados, seria possível desenvolver uma melhor estratégia para a produção dentro da fábrica.

Ou seja, de acordo com a aplicação dos sensores nos objetos, você consegue os mais diversificados dados e gerar mais utilidade para quaisquer coisas físicas. O fato é que nós podemos ir ainda além da Internet das Coisas industrial, na cadeia de produção, e das próprias Smart Homes. Até em uma cadeira ou em um lixeiro você pode aplicar Internet das Coisas.

A seguir, veja alguns campos em que essa tecnologia pode se desenvolver.

Internet das Coisas no Agronegócio

A mecanização de processos agrícolas e a dependência da agricultura em relação à tecnologia cresceu bastante na última década. Com isso, se viu possível e aplicável a Internet das Coisas nesse contexto.

Assim, as denominadas Fazendas Inteligentes e a Agricultura Inteligente já são uma realidade. Elas se referem a aplicação da tecnologia IoT nesses campos.

Neste caso, os dados coletados pelos sensores da Agricultura Inteligente podem se remeter a condições climáticas e influências, condições de solo. Eles poderiam até gerar resultados sobre o crescimento e a saúde das plantas, por exemplo. Esses dados, por sua vez, podem ser utilizados até para o desenvolvimento de melhores máquinas agrícolas e dispositivos.

Estima-se que, até 2020, o número de instalações de dispositivos de Internet das Coisas na agricultura atinja 75 milhões, com taxa de crescimento de 20% ao ano. Estes dados foram retirados de uma pesquisa da BI Intelligence.

No Hospital

Os aparelhos hospitalares também podem estar conectados. Dessa forma, informações sobre os pacientes podem ser enviadas para o sistema interno do hospital, facilitando e melhorando o desenvolvimento de prontuários.

Ainda, pacientes com Alzheimer podem extrair bons frutos dessa tecnologia. Com a conexão dos smartphones a sensores nas ruas, por exemplo, torna-se muito mais fácil rastrear essas pessoas. Ou seja, pessoas com essa doença podem viver de forma mais segura e despreocupada.

O uso de Internet das Coisas pode gerar um acompanhamento por parte do médico muito mais eficaz. Ela pode melhorar a qualidade de vida de diversos pacientes através do monitoramento da saúde.

Da mesma forma, pode ser aplicada na questão do transporte de vacinas. A logística desse transporte inclui ambientes refrigerados para manter as vacinas em temperatura adequada. Isso costuma ser um grande problema, mas que a Internet das Coisas pode resolver. “O sistema, chamado Vaccine Smart Fridge, funciona através de sensores que se encontram na própria geladeira portátil, conectados com uma plataforma IoT, que monitoram em tempo real o estado das vacinas, assim como a quantidade atualizada.” afirmou o site iClinic neste artigo.

Na Indústria Automotiva

Em uma pesquisa, a Gartner afirmou que, em 2020, mais de 250 milhões de veículos no mundo todo estarão conectados na plataforma de
IoT.

O que ocorre é que a Internet das Coisas pode ser aplicada nos veículos tanto de maneira externa quanto interna. Ou seja, conectando um smartphone ao carro ou alertando sobre manutenções da parte interna do veículo. Podem haver vários sensores dentro do carro, que, de maneira integrada, conseguem avisar o motorista sobre alguns problemas que devem ser resolvidos. Ainda, você pode estar em casa ouvindo à um podcast pelo celular e, ao entrar no carro, passar a ouví-lo pelos alto-falantes do carro.

Neste pequeno vídeo abaixo, por exemplo, temos uma demonstração direta da utilização de Internet das Coisas na indústria automotiva.

A IoT no mundo

No entanto, a IoT já não é mais somente roteiro de filmes de sci-fi; ela já é realidade. E o quanto mais ela tem sido pesquisada, mais barata e rápida essa tecnologia tem se tornado. Segue de exemplo os bluetooth beacons, citados anteriormente, que têm custo de somente 4 dólares. Eles tem muitas aplicações. Desde o monitoramento de vendas de roupas até encontrando um lugar para estacionar em um estacionamento de shopping enorme.

É por essas e outras que a Internet das Coisas tem se tornado a nova linguagem dos objetos. Falar através de dados significa dizer muitas coisas com poucas “palavras”. Significa relacionar características que podem ser organizadas e analisadas, gerado um grande valor para aplicações voltadas à esse público. Apontando padrões nos dados, tais aplicações podem vender ou gerar soluções de métodos ou produtos melhores para empresas, baseado no próprio comportamento dos consumidores em frente aos sensores dos objetos, por exemplo – como qual padrão de peças em uma loja de roupa passa mais vezes pelo provador.

Assim, o previsto é que, até 2020, 24 bilhões de dispositivos de IoT estarão instalados. Já no ano atual [2019], a receita global da Internet das Coisas deve chegar à 357 bilhões de dólares.

Dessa forma, muito além de casas inteligentes, teremos um cotidiano inteligente. Ruas inteligentes que geram dados para a segurança pública e hospitais inteligentes que geram dados para a saúde pública. É muito mais do que a cafeteira conectada ao celular. São as pessoas, conectadas entre si e ao mundo, de maneira inteligente.

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